A importância da Cintilografia da Tireoide

 


Para que serve este exame?

Este exame serve para identificar as seguintes alterações da tireóide:

  • Tireoide ectópica:  é  a glândula fora do seu local normal
  • Bócio: é o aumento anormal da glândula.
  • Bócio mergulhante:  é a tireóide  que aumenta por trás do istmo e “mergulha” no mediastino.
  • Quando a tireoide apresentar nódulos, para caracterizar se estes são de células normais ou células  anômalas 
  • Hipertireoidismo:   a glândula produz excesso de  hormônios –
  • Hipotireoidismo:   a glândula produz  quantidade insuficiente de hormônios–
  • Tireoide subaguda: é um aumento doloroso da glândula  por um processo inflamatório.
  • Câncer da tireóide: a cintilografia pode fazer a suspeita de um câncer da tireóide em certos tipos de nódulos, os quais devem ser investigados para confirmar ou afastar a suspeita.

Cintilografia da Tireoide

A importância da Cintilografia da Tireoide

 


A tireóide apresenta com frequência um ou mais nódulos. A cintilografia é um exame alta sensibilidade para a detecção de nódulos tireoidianos. Ela vai informar se estes nódulos são tecido tireoidano funcionando em excesso (nódulos quentes ou hipercaptantes) ou, ao contrário, se são de tecido tireoidiano alterado  (nódulos frios ou hipocaptantes).

Principalmente os nódulos frios devem ser investigados  por outros exames complementares como o ultrassom e/ou  a punção-biópsia.

A maioria deles são alterações benignas como um cisto ou um  adenomas (pequeno tumor benigno).  Mas cerca de 20  30% dos nódulos em pacientes adultos e cerca de 50% dos nódulos em crianças e adolescentes  podem ser um câncer .

O câncer da tireóide pode ser tratado com sucesso na grande maioria dos casos e a cintilografia nos ajuda a obter um diagnóstico precoce.

A cintilografia para exames das paratireoides

As paratireoides são 4 pequenas glândulas incrustadas na  parte posterior dos lobos tireoidianos, geralmente no polo superior e no polo inferior da tireóide. Tem por função regular o metabolismo do cálcio no organismo através do hormônio que produzem e que é chamado de paratormônio.  Uma destas glândulas pode se transformar em um tumor benigno ou em um tumor maligno. Em ambos os casos causam um quadro clínico chamado de hiperparatireoidismo e o tratamento é cirúrgico.

A importância da cintilografia das paratireóides


A cintilografia pode identificar as paratireoides alteradas e deve ser realizada antes da primeira cirurgia para a exérese de adenomas ou da paraitreóide  hiperplásica ou ainda de uma paratireoide extranumerária ou de localização ectópica. 

 

A cintilografia para exames das paratireoides 


Utiliza-se um radiofármaco chamado SESTAMIBI-99mTc. O exame é realizado em 2 fases.


Primeiramente é feita uma administração endovenosa de SESTAMIBI-99mTc  com o paciente posicionado no aparelho, como para uma cintilografia da tireóide.  Sestamibi vai fornecer inicialmente uma cintilografia da glândula  tireóide. 

Entre 15 e 60 minutos a seguir são obtidas novas cintilografias da região cervical: a imagem da tireóide vai desaparecendo porque sestamibi  elui da glândula e, ao mesmo tempo vai se intensificando a imagem  da paratireoide alterada, porque ela vai concentrando o indicador.

 

A diferença do iodo 131 ou iodo 123 ou tecnécio 99-m nas cintilografias da tireoide.


O tecnécio 99-m tem uma qualidade de imagens superior, portanto, ele é utilizado na maioria na maioria dos casos. Uma vantagem deste procedimento é que a dose de radiação para o paciente é mais baixa.

O iodo 131 possui uma qualidade de imagem pior e paciente recebe uma quantidade maior de radiação, portanto, não há tanta utilização assim deste processo.

O iodo 123 é uma excelente solução para cintilografia tireoidiana e possui uma ótima qualidade de imagem, mas o seu custo é maior entre os três.

O preparo é semelhante entre os três processos, portanto, deve-se falar com o médico antes de ter início o tratamento.