A importância do PET SCAN ou PET CT

pet scan


O que é Pet Scan?

Em certos exames de Medicina Nuclear usam-se substâncias marcadas por isótopos radioativos especiais que produzem radiações através da emissão de uma partícula intra-atômica infinitamente pequena chamada pósitron. As radiações provenientes da emissão de pósitrons são detectadas por um equipamento semelhante a um aparelho de  tomografia radiológica computadorizada, também chamada exame de CT.  A concentração do radiofármaco no organismo é mostrada  por imagens de cortes do corpo do paciente (cortes tomográficos), semelhantes aos cortes produzidos pelas máquinas de CT. Este procedimento é a tomografia por emissão de pósitrons. Em inglês o estudo é designado por “Pósitron Emission Tomography” ou simplesmente pela abreviação PET.  Porque esta sigla é muito prática, usa-se em todo mundo o termo PET para as imagens da tomografia por emissão de pósitrons. 

O que é PET CT (ou PET scan)?


PET CT (designação preferida) ou PET scan (designação menos apropriada) é um exame que realiza simultaneamente a tomografia por emissão de pósitrons – ou o PET - e a tomografia computadorizada radiológica ou o CT (do inglês “Computed Tomography”). Daí o nome de PET CT.  O procedimento é feito em um aparelho complexo que acopla uma máquina de CT e uma máquina de PET. Um CT radiológico e um PET correspondente de todo o tronco são realizados  em uma única sessão. Como procede à varredura do corpo inteiro, o exame é também denominado PET Scan,  pois “to scan” significa em inglês “varrer”.  Os cortes de PET são sobrepostos aos cortes correspondentes do CT, obtendo-se assim a fusão das imagens que mostram a anatomia com as que mostram  a atividade metabólica dos tecidos. São as imagens ditas morfo-funcionais.


Quais as vantagens de fazer o Pet Scan (PET CT)?


A substância radioativa mais usada para o PET é um açúcar semelhante à glicose, chamada fluordeoxigicose  ou FDG. É marcada pelo isótopo radioativo flúor-18, portanto 18F-FDG. Tumores malignos e processos inflamatórios consomem grande quantidade de açúcar, portanto concentram avidamente FDG. Na suspeita de uma neoplasia,  o médico pode diagnosticar, pelo exame de PET CT, se o paciente tem alguma alteração anatômica em um órgão, como aumento de tamanho,  alteração da forma ou nódulos e pode verificar se estas alterações anatômicas representam tecido com metabolismo acelerado, podendo ser um tumor primário ou então metástases de um câncer que já seja conhecido.
Em outros casos pode haver suspeita de uma infecção ou uma inflamação oculta. Também nestes casos o PET CT vai mostrar ao médico se existe o processo, onde se localiza e quão grave está sendo.


Como é feito o exame Pet Scan?


Preparo


O paciente não deve ingerir alimentos ricos em açucares e em hidratos de carbono desde 12 horas e deve permanecer em jejum desde 4 horas  ante do exame (o laboratório dará as instruções detalhada na ocasião do agendamento).

A injeção endovenosa de FDG deve ser feita com o paciente em repouso, de preferência acomodado em uma maca, em um box silencioso, onde ficará por 60 a 90 minutos, repousando e de preferência sem acompanhante (para não conversar). Todos os músculos do corpo devem ficar relaxados para não ativarem seu metabolismo e não concentrarem   o        18F- FDG destinado aos tecidos doentes.
Após este tempo o paciente é acomodado na maca do equipamento de PET. A maca move-se para o centro dos grandes anéis que constituem o aparelho e que realização em sequência o CT e o PET de corpo inteiro. O procedimento dura de 20 a 40 minutos.


A fusão das imagens é feita no computador.

Existem para-efeitos ou complicações decorrentes do PET CT?


Da parte do radiofármaco do PET nenhum para-feito é esperado.
Da parte do CT só se for usado o contraste para as imagens radiológicas existe um mínimo risco de reação alérgica ao contraste. Contudo a grande maioria de PET CT é realizada sem o uso do contraste radiológico.

Quais pacientes devem fazer o Pet Scan?


O maior contingente de pacientes para os quais o médico solicita PET scan são os chamados pacientes oncológicos, ou seja, os pacientes portadores de um câncer.
Um segundo grupo representativo são os pacientes neurológicos, principalmente os com suspeita de doenças neurológicas degenerativas. O cérebro é o órgão com a maior atividade metabólica do organismo e que concentra a maior fração do FDG injetado. Nas doenças degenerativas, o sinal de doença não é a hipercaptação mas a hipocaptação do FDG em parte ou em todo o cérebro, que traduz a existência do processo degenerativo.
Um grupo menor para o qual o médico pode solicitar PET CT são os pacientes com suspeita de um processo inflamatório ou infeccioso oculto.

Quem não deve fazer o exame?


Como em todos os procedimentos radiológicos ou de Medicina Nuclear, apenas mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez tem contra-indicação para este exame.
Apesar de o radiofármaco ser um açúcar, a quantidade química da fluordeoxiglicose é mínima e não apresenta risco nenhum para pacientes diabéticos, que podem fazer o exame normalmente. Porém, as restrições de alimentação no preparo e o tempo de jejum devem ser otimizados para não haver risco de hipoglicemia.

A importância do PET SCAN para a Oncologia.


O PET CT ou PET scan repesentou principalmente para a Oncologia um dos mais significativos avanços dos últimos anos.
Ele é importante para diagnosticar precocemente alguns tumores primários, mas é principalmente importante para detectar eventuais metásases, quando o tumor primário já foi diagnosticado.  Este fase da investigação diagnóstica chama-se de estadiamento da doença e é fundamental para o esquema terapêutico.
Nos pacientes em tratamento,  PET CT tem a capacidade de informar se um determinado tratamento está sendo eficaz ou se, ao contrário, ele deve ser mudado.
Seguimento: nos pacientes tratados e estáveis o médico pede PET CT  de acompanhamento para confirmar a ausência do retorno da doença ou ´para detectar o mais precocemente possível recidivas ou metástases.

 

Conclusão

O exame de PET CT ou PET scan é um procedimento que fornece simultaneamente  informações sobre alterações anatômicas e alterações metabólicas causadas por uma doença.
Sua mais extensa aplicação é no estudo dos pacientes portadores de uma neoplasia, onde tem um importante papel no diagnóstico, na avaliação da eficácia do tratamento e nos seguimento, para surpreender precocemente eventuais recidivas ou  extensões da doença para outros órgãos (metástases).

Processos infecciosos também apresentam concentração aumentada do  18F-FDG e o exame pode detectar inflamações ou infecções ocultas ou confirmar uma suspeita de infecção.

Em Neurologia o exame tem indicação no estudo dos processos degenerativos, quando, ao contrário dos tumores, o hipometabolismo de uma região anatômica do cérebro é o sinal patológico.

PET CT é um procedimento não- invasivo, sem contra-indicações afora a gravidez e sem limitações mesmo em doentes graves. Está hoje disponível nos laboratórios de Medicina Nuclear que oferecem aos seus pacientes o que há de mais avançado em tecnologia radiológica e tecnologia de radioisótopos e fornece ao clínico e ao cirurgião dados indispensáveis para conduzir da melhor forma possível o tratamento dos seus doentes.