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    Como os médicos descobrem doenças graves

    Dra. Anneliese R.G. Fischer Thom

    Colaboradora Científica  - CDM, Bauru
    Gama-Diagnósticos

    Já é fato comprovado  que manter a saúde é mais econômico do que tratar as doenças.

    Como os médicos descobrem doenças graves


    Também é sabido que o principal fator para o sucesso do tratamento de uma disfunção do nosso organismo ou de uma doença, simples ou potencialmente grave, é o chamado “diagnóstico  precoce”. Quanto antes um funcionamento irregular é descoberto, maior a chance de corrigí-lo e de abortar a evolução de uma doença.
    Por isto companhias de seguro-saúde encorajam seus associados a realizarem revisão periódica da saúde, ou seja, a realizarem “check-up” periódico. A visita ao clínico, dentro de uma maior ou menor periodicidade, deve se tornar um hábito principalmente a partir da 5ª década de vida, mesmo se não apresentamos nenhum sintoma ou sinal de alerta.

    Como o médico pode descobrir ou prever uma possível doença se não sinto nada? Ou, se tenho um desconforto, como ele descobre se o que estou sentindo é doença e pode ser doença grave?
    A primeira conduta que vai tomar é fazer uma cuidadosa anamnese, que é o termo médico para a história clínica. Vai lhe perguntar coisas desde os seus antepassados e desde como você nasceu até o momento presente: você tem pais ou parentes consanguíneos, vivos ou falecidos, que tem ou tiveram câncer? Doenças do coração? Doenças degenerativas?..... Você nasceu de parto a termo? Que doenças teve no passado?
    Por que interessam meus antecedentes? Porque certas doenças apresentam tendências familiares. Como exemplo: se seu pai e/ou seus tios tiveram infarto do miocárdio ou cirurgia cardíaca para colocação de pontes antes dos 60 anos, você tem um “fator familiar” que favorece doença das artérias coronárias.
    Ou, se você nasceu de parto prematuro, pode eventualmente apresentar deficiência de certas enzimas intestinais.
    Sua profissão, seus hábitos, suas doenças passadas, tudo vai ter importância na sua saúde atual e futura.
    Se você foi ao médico porque está apresentando algum sintoma ou notou alguma alteração inquietante no seu estado geral, a anamnese vai direcionar a avaliação dos sinais e sintomas para uma explicação. Nem sempre o que sentimos significa doença. Mas os sintomas e a dúvida podem nos angustiar e isto faz com que muitas vezes nossa fantasia aumente o mal-estar, talvez sem nenhum motivo.  Não esconda nada do seu médico “de medo de que possa ser alguma coisa grave”.   Aqui vale a frase de um grande psicanalista da Escola Paulista de Medicina: “Não é a ignorância que te salva, mas o conhecimento”. Ou, dito de forma mais drástica, talvez mais acertada: “Não é o conhecimento que vai te matar mas sim a ignorância”. Saber o quanto antes se algo ameaça nossa saúde é a oportunidade de tratar da doença e recuperar a higidez. Política de avestruz só nos deixa expostos ao avanço de uma eventual doença.


    Depois da história clínica vem o exame físico: o médico irá fazer a inspecção geral do seu corpo, a ausculta do coração e dos pulmões, a palpação do abdomen para avaliar fígado, baço, pâncreas rins e intestino, a palpação de seus pulsos arteriais.

    História clínica, exame físico e conhecimento médico são os três pilares-mestres  na avaliação da saúde de uma pessoa.
    Contudo, a solidez dos pilares depende da excelência da formação, da sensibilidade e habilidade e da experiência clínica e perpicácia do médico. São as ferramentas “subjetivas”. Para fazer um diagnóstico definitivo são muitas vezes necessários comprovantes objetivos, sempre guiados pela anamnese e o exame físico. 
    De acordo com o que forneceu a avaliação clínica, são solicitados exames de laboratório e, se indicado, exames de imagem. Exames complementares não são pedidos apenas quando há suspeita de uma doença, mas também para documentar a ausência de alterações.
    Os procedimentos de imagem tem hoje uma posição pode-se dizer de liderança para o diagnóstico,  principalmente do diagnóstico das assim chamadas “doenças graves”, que são aquelas que, se não tratadas precocemente, podem se transformar em ameaças à vida.

    São muitas as técnicas de imagem. A grande maioria é não-invasiva, isto é, não requer cateteres ou bisturis. Citamos as principais: a radiografia (Radiologia), a cintilografia (Medicina Nuclear), o ultrassom, a tomografia computadorizada (CT), a ressonância magnética (RM) e os exames  híbridos (PET/CT e PET/RM) que fornecem as imagens moleculares. 
    Os achados destes procedimentos, se necessário, podem ser ainda complementados por biópsia, microscopia eletrônica, endoscopias e por análises dos componentes químicos das próprias células.

    Como o médico vai escolher que exames deve pedir com tanta oferta de pesquisa, por vezes com informações redundantes? A maioria implica em tecnologia de alto custo. Como escolher a melhor relação custo-benefício, o menor número de exames para a informação objetiva?


    O especialista sabe qual dentre as muitas técnicas é a mais sensível para mostrar se existe ou não alta probabilidade de doença. Se existe doença, outros exames ditos mais específicos podem mostrar a sua extensão, se tem características benignas ou malignas, a que tipo de tratamento vai responder e qual o provável resultado do tratamento.
    Por exemplo: um paciente fumante inverterado consulta o pneumologista. Depois da anamnese e do exame físico, o médico solicita uma radiografia dos pulmões para ter uma visão geral das condições pulmonares.  Os raios-X mostram uma imagem suspeita de um pequeno nódulo pulmonar, digamos que no ápice do pulmão direito. Então o radiologista solicita o exame mais detalhado de tomografia computadorizada, o CT. Este confirma que existe um nódulo e define seu tamanho e seu aspecto: pode ser uma pequena fibrose ou o início de um tumor maligno.  O médico então encaminhará seu paciente para um exame de Medicina Nuclear junto com o CT, um PET/CT, ou      Pet-scan, feito com uma glicose radioativa (FDG-F18).  Este exame mostra que não há concentração da glicose no nódulo: significa que ele tem alta probabilidade de ser uma pequena alteração benigna e que só deve ser acompanhada clinicamente.  Se, ao contrário, se observar que o nódulo concentra avidamente a glicose marcada, existe alta probabilidade de ser um tumor maligno ou um processo infeccioso grave.  Neste caso será feita uma biópsia e/ou uma cirurgia para a retirada do nódulo, com grande chance de cura ou pelo menos de controle do processo.

    A Medicina progrediu vertiginosamente nos últimos 50 anos. 

    O  clínico geral e o especialista devem ter, ao lado do conhecimento das causas das doenças, pleno domínio sobre o que cada uma das muitas tecnologias disponíveis pode acrescentar para o diagnóstico clínico e para a orientação do tratamento.

    Os Estados Unidos da América, campeões em estatísticas, publicam periódicamente relatórios emitidos  pelas entidades oficiais de registro de casos de câncer* [American Cancer Society (ACS) e National Cancer Institute (NCI) entre outros]. Segundo um dos últimos relatórios (2018), as estatísticas mostram que no período abrangendo os anos de 1999 a 2015 houve redução de 1,8% por cada ano na taxa de óbitos de homens  e redução de 1,4% por cada ano na taxa de óbitos de mulheres por câncer. Esta queda coincide com as décadas em que os vários novos métodos de diagnóstico, principalmente os de diagnóstico por imagem, se globalizaram.
    De outro lado, fazendo uma correlação entre a taxa de sobrevida de 5 anos e o estadiamento em que os respectivos pacientes se encontravam ao serem diagnosticados, os autores do relatório sublinham o potencial de benefício associado com a detecção e o tratamento precoces. Em outras palavras, entre os pacientes com a mais longa sobrevida estavam aqueles diagnosicados bem no início da doença e que imediatamente se submeteram ao tratamento. 

    *Fonte: Annual Report to the Nation on the Status of Cancer, part I: National cancer statistics.     Cancer. 2018 Jul 1;124(13):2785-2800. doi: 10.1002/cncr.31551. Epub 2018 May 22.

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