Iodoterapia O que é e sua importância na medicina

Iodoterapia

Mais uma grande evolução da medicina em seu favor

Em primeiro lugar vamos ver o significado de Iodoterapia: é uma forma de tratamento usada para pessoas que sofrem de problemas na glândula tireoide. A ideia é fazer que o paciente consuma uma quantidade de iodo radioativo para tratar doenças mais sérias relativas a tireoide. O iodo é um elemento altamente radioativo, então durante esta terapia o paciente fica totalmente isolado para que não ocorra contágio em outras pessoas. O câncer de tireoide pode ser tratado cirurgicamente e depois através do uso da Iodoterapia. Vamos ver agora a importância na medicina da Iodoterapia.

 

 

Qual a importância da Iodoterapia na medicina?

Um detalhe muito importante a respeito da tireoide: é a glândula que mais atrai iodo no nosso organismo. Como você está vendo, este tratamento é essencial para determinar se você está com uma doença mais séria ou não, portanto, fique atento, pois, todos os procedimentos devem ser muito bem feitos a fim de evitar problemas maiores no futuro.

A Iodoterapia é mais eficaz com pacientes com altos níveis de hormônios estimulantes da tireoide no sangue. Há técnicas diferentes de tratamento: se a tireoide for removida, um procedimento é não administrar hormônios em comprimidos a fim de que não haja um aumento nos níveis de TSH. A iodoterapia estimula o tecido da tireoide, bem como absorve o iodo radioativo.

Como é feita a Iodoterapia?

Cada paciente pode tomar uma quantidade específica de iodo sem que haja prejuízo para a medula óssea. São vários procedimentos e exames que são feitos, daí a Iodoterapia tem início no hospital. Não é necessário qualquer tipo de preparo ou jejum, porém antes da primeira dose é necessário um jejum de seis horas incluindo líquidos.

Muitas pessoas questionam se o iodo tem gosto ruim, na verdade é incolor e não tem gosto algum. Assim que ele toma a dosagem de iodo a tireoide atrai o iodo e ela sofre com a radiação eliminando as células cancerígenas. O fato do paciente ficar internado ou não depende da dosagem recebida de iodo – se ela for baixa o paciente é liberado, mas se a dosagem for alta ele fica em um quarto especial internado.

Quais são os preparativos?

Por duas semanas antes da internação o paciente deve seguir uma dieta extremamente restritiva em iodo (evitar comer carnes com sal, temperos com sal, presunto, requeijão, etc) – toda a orientação é dada ao paciente para que ele possa seguir corretamente a dieta. Se a pessoa toma medicamento para a tireoide este deve ser suspenso três semanas antes da internação. Cinco dias antes um exame de sangue é requisitado para analisar se a pessoa está apta para realizar o exame.

Quais são os riscos e efeitos colaterais mais comuns?

Cada organismo reage de uma maneira diferente, então os riscos e efeitos variam conforme o paciente e também de acordo com a dosagem tomada. Uma forma de minimizar os riscos é beber muita água.

Boca seca é um efeito colateral comum, bem como mudanças de comportamento e humor. Se o paciente sentir enjoo e dores na barriga são fatores que também devem ser considerados.

O que acontece após o exame?

O paciente precisa ficar em um quarto sozinho e totalmente isolado por alguns dias. Ele nem pode receber visitas durante este período. A quantidade de iodo no corpo vai sendo medida constantemente e quando ele estiver em uma quantidade aceitável, é liberado do hospital.

Os médicos recomendam também que ao chegar em casa por pelo menos uma semana não ter contato físico com os familiares – ficar afastado fisicamente das pessoas é uma ótima alternativa para evitar possíveis contágios.

  • Alguns cuidados que são importantes ao chegar em casa:
  • Tenha uma cama separada para você.
  • Não tenha contato algum com animais ou mulheres grávidas.
  • Ter suas roupas separadas dos outros familiares para lavar de forma separada.
  • Dar duas descargas após o uso do banheiro.


Conclusão


É um tratamento muito eficaz, porém algumas recomendações são fundamentais.

Os homens que recebem altas dosagens de iodo podem se tornar inférteis, ou seja, ter uma redução na produção de esperma. O iodo radioativo pode atuar também no ovário e menstruações irregulares podem ocorrer.

Até um ano após o tratamento não é recomendável que as mulheres tentem engravidar. O certo é falar com o seu médico a respeito dos riscos e efeitos colaterais.